sábado, 18 de abril de 2020

Desde quando mudar é um defeito?

Desde quando mudar é um defeito?

Foto: Facebook, perfil

Eu mudo todos os dias e nesse mundo de verdades acabadas aí é que eu mudo mesmo. Mudo de verdades, de vertentes, posicionamentos, de apoiar ou não e principalmente, eu mudo de opinião.

Sim eu mudo de opinião sem vergonha alguma, basta que eu tenha argumentos plausíveis para isso. E essa regra é válida para todo e qualquer assunto na minha vida, desde o profissional ao pessoal.

Mudar é o resultado do desenvolvimento humano, da existência humana, é dizer para si mesmo que muito pouco você sabe independente do seu grau de instrução mais elevado.

Não se engane com um elogio que talvez eu possa lhe ter feito há algum tempo, não fique triste de achar que te admirei (ou se passei essa impressão), não fique frustrado(a) se eu tinha um posicionamento sobre determinado tema e hoje eu possa vir a ter outro. Não é que eu tenha me tornado outra pessoa, é que mudar é normal e faz parte do ciclo.

Porém, convém ressaltar aqui eu que não mudo conforme as circunstâncias, momentos, lados. Eu mudo conforme argumentos, o que eu vejo, o que analiso cuidadosamente com receio de estar equivocado em algum termo.

Eu não tenho medo de mudar, tenho medo de pecar em algum julgamento (entenda julgamento como posicionamento). Na verdade, mudar é necessário, seja nas amizades (mantê-las ou não), em todas as nossas relações e, não devemos em hipótese alguma ficar com a consciência pesada por termos mudado (em todos os sentidos).

Mudar é bonito. Muito escuto que essa ou aquela pessoa é uma “pessoa de opinião”. Sério mesmo? Opinião ou ignorância? Que opinião ou ser que não pode mudar?

Porém, é importante dizer que mudar não é fácil e nessa mudança deve pesar sempre na balança o bom senso, a criticidade saudável, o pensamento crítico (técnico-conhecimento), a consciência, o bem-estar social, o respeito. E não seus interesses próprios, sórdidos.


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